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Chega de Bullying é lançada hoje em São Paulo

Está sendo lançada neste momento a campanha Chega de Bullying, uma parceria entre Visão Mundial, Facebook, Cartoon Network e Plan Internacional, em São Paulo. Conheça a campanha!

Foto: Eduardo Nunes e Herman Voorwald em conversa informal minutos antes do evento.

Hoje é dia de lançamento da campanha Chega de Bullying: Não fique calado, uma parceria entre Visão Mundial, Cartoon Network, Facebook e Plan Internacional. O evento de lançamento está acontecendo neste momento em São Paulo com a participação do Diretor Nacional Interino da Visão Mundial Brasil, Eduardo Nunes, representantes do Facebook Brasil, Cartoon Network e Plan Internacional, além do Secretário de Educação do Estado de São Paulo, Herman Voorwald, e do Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e primeira dama.

A Visão Mundial busca promover o bem-estar de todas as crianças e adolescentes, especialmente os mais vulneráveis, as que vivem nas comunidades mais pobres, afetadas pela violação de seus direitos. Muitas destas crianças vivem em ambientes marcados pela violência, pelo abuso, pelo descuido, pela exploração, pela exclusão e pela discriminação.

O Bullying deve ser considerado como uma violação aos direitos de proteção da infância, pelo abuso sofrido e as consequências físicas e emocionais que comprometem a sobrevivência e o desenvolvimento. Com o objetivo de contribuir para a redução desta forma de violência que Visão Mundial e parceiros lançam esta campanha que pretende:

• Sensibilizar e mobilizar as crianças para que compreendam seus direitos e como se proteger contra o Bullying.

• Fortalecer nas escolas e comunidades os sistemas e mecanismos de proteção das crianças diante do Bullying. Dar visibilidade à luta contra o Bullying mediante parcerias com governos, organizações e corporações com responsabilidade social.

• Na América Latina e Caribe, a Visão Mundial está presente em 14 países, patrocinando mais de 873 mil crianças. Da mesma forma mantém relações com os ministérios de educação dos países, através de parcerias e trabalhos em conjunto.

Como contribuir com uma infância protegida:

• Transformando as escolas em  lugares seguros para as crianças; que sejam lugares livres de violência, e que as crianças possam exercer seu direito à educação, sem nenhum medo de ser intimidado ou agredido.

• Facilitando para que as crianças dediquem seu tempo em estudar, brincar e em ser felizes, não preocupadas com intimidações e com ameaças dos outros. Nenhuma criança dever ter medo de ir à escola.

• Envolvendo as crianças e jovens como participantes ativos e corresponsáveis em assuntos que os afetam diretamente.

• Envolvendo os pais, os responsáveis e as escolas em ações promotoras de ambientes seguros para todas as crianças.

SOBRE O Bullying:

O que é Bullying?

É um termo em inglês (cada vez mais utilizado e aceitado na América Latina) para referir-se as diferentes formas de agressão, intimidação, castigo, ameaças, zombaria e discriminação que são aplicadas de maneira sistemática e reiterativa contra uma pessoa.

É uma forma de abuso e violência contra a infância, que se caracteriza por envolver preconceitos e estereótipos de gênero, socioeconômicos, de raça ou etnia, e a maioria das vezes é exercido pelas próprias crianças.

Pode acontecer em qualquer lugar mas, na grande maioria dos casos, o Bullying é uma das formas mais comuns de violência nas escolas.

Que tipos de Bullying existem?

Somente envolvendo agressão física?

A agressão física é uma das formas mais evidentes de, mas há muitas outras formas de exercer o Bullying:

  • Crianças são afetadas psicologicamente mediante zombarias, com o uso de apelidos depreciativos; espalhando boatos para afetar ou desqualificar, ignorar, isolar ou excluir uma pessoa ou grupo,
  • Pode acontecer pessoalmente ou por escrito, e também é conhecido como Cyber Bullying, quando é exercido pela internet, em redes sociais ou através de telefones celulares.

Uma infância protegida no Brasil e em toda a América Latina e Caribe - O compromisso de Visão Mundial contra o Bullying

A consequência das ações de Bullying muitas vezes fazem as vítimas abandonarem a escola e a desenvolver comportamento antissociais; outras podem inverter o papel e converter-se também em agressores.

Pesquisas mostram que o Bullying pode, inclusive, contribuir para o desenvolvimento de tendências suicidas, e no caso das crianças agressoras, muitas tem probabilidades de envolvimento em crimes e delitos.

O que dá origem ao Bullying?

As razões que levam uma pessoa a agredir ou castigar a outra, devem ser identificadas em cada caso particular. Porém, tem raízes nas condutas, modelos culturais, preconceitos e estereótipos que as crianças e os adolescentes aprendem em casa, na comunidade e nos meios de comunicação. Comportamento este que é reproduzido nas escolas, colégios e outros espaços de socialização.

Racismo,  xenofobia, machismo, homofobia, consumismo ou materialismo, classicismo, violência como meio legítimo, a excessiva sexualização humana e a pressão por estar na moda, são exemplos de condutas e estereótipos assimilados pelas crianças que praticam Bullying.

Também existe o Bullying que é exercido para tirar dinheiro ou outros pertences das outras crianças, a partir do uso da força ou da intimidação.

A quem afeta mais?

Qualquer criança pode ser vítima de Bullying, no entanto, os mais afetados são os diferentes, os tímidos ou introvertidos, os mais estudiosos, ou que não são hábeis nos esportes, os que não andam na moda ou não são populares, os que tem orientação homossexual, ou demonstram ser afeminados, as adolescentes grávidas, ou mãe adolescente, ou por ter dificuldade de aprendizagem, ou características físicas diferenciadas, negros e índios, por práticas religiosas, por ser imigrante e outros casos de intolerância. 

O que as crianças podem fazer se são vítimas de Bullying?

O melhor que as vítimas de Bullying podem fazer é não ficar caladas. Devem contar às pessoas adultas a situação que vivem: a seus pais ou responsáveis, aos professores e ao diretor da escola. Devem buscar ajuda para que os adultos conversem com os agressores e promovam o fim das hostilidades.

Não devemos motivar as vítimas a revidar,  devolvendo as agressões, sejam físicas, verbais ou por meios eletrônicos. Isso somente piora o problema, além de contradizer nossos esforços pela construção de uma cultura de paz e convivência.

O que podem fazer as outras crianças que não são vítimas de Bullying?

Não ficarem calados quando alguém está sendo maltratado ou agredido. Falar sobre Bullying com seus amigos e com os adultos para que todo mundo saiba que maltratar aos outros está errado. Também podem de maneira pacífica defender as crianças que precisam de ajuda, pedindo apoio para que as agressões cessem.

Com suas ações cotidianas, das crianças devem demonstrar que que é possível conviver na escola e resolver os conflitos de forma pacífica., não maltratando ou excluindo ninguém, nem espalhando boatos através de celular ou internet.

Conheça o site da campanha clicando no banner abaixo: